
Há perguntas que atravessam os séculos sem perder a sua força. Entre elas, uma das mais profundas é esta: quem é Jesus de Nazaré, e que sentido pode haver na imagem de Deus crucificado? À primeira vista, parece uma contradição absoluta. Se Deus é todo-poderoso, eterno e soberano, como pode ser visto fraco, ferido e exposto numa cruz? No entanto, é precisamente aqui que o coração da fé cristã se revela com maior clareza.
Jesus não é apresentado nas Escrituras como apenas um profeta, um mestre moral ou um exemplo de vida. Ele é descrito como o próprio Deus que entrou na história humana. O Evangelho de João afirma de forma directa: “No princípio era o Verbo… e o Verbo era Deus… e o Verbo fez-se carne” (João 1:1,14). Isto significa que, em Jesus, Deus não permaneceu distante nem indiferente ao sofrimento humano. Pelo contrário, aproximou-se de nós de forma pessoal, assumindo a nossa condição.
Mas porquê a cruz?
A cruz não foi um acidente, nem um simples acto de injustiça humana — embora tenha sido também isso. Foi, acima de tudo, um acto intencional de redenção. A Bíblia ensina que o problema central da humanidade não é apenas social ou psicológico, mas moral e
