Quem É Deus?

Antes de qualquer discussão sobre a existência de Deus, é essencial compreender que, por definição, Deus não pode ser concebido como algo limitado, imperfeito ou inferior. Um “deus” que falha, que depende de algo maior, ou que está sujeito a leis externas, não é verdadeiramente Deus — seria apenas uma criatura mais poderosa do que nós, uma espécie de semideus, e por isso mesmo indigno de adoração. A própria ideia de Deus implica perfeição absoluta: Ele deve ser supremo em poder, em conhecimento e em carácter, não podendo existir nada acima d’Ele nem comparável a Ele. Caso contrário, aquilo que fosse superior é que ocuparia o lugar de Deus. Assim, pensar correctamente sobre Deus exige reconhecer que Ele é, necessariamente, o Ser máximo, perfeito e soberano sobre tudo o que existe.

Quando se conversa acerca de Deus, muitas vezes percebemo-nos de que a dificuldade não está apenas em acreditar, mas sobretudo em compreender o que se quer dizer com “Deus”. Há uma tendência para imaginar Deus como um ser semelhante ao homem, apenas mais poderoso — uma espécie de “super-humano” invisível. No entanto, essa ideia está profundamente distante daquilo que a Bíblia e a reflexão filosófica séria afirmam.

Deus não é um ser dentro do universo. Ele não é parte da realidade criada. Antes, é o fundamento de toda a realidade. A própria noção de Deus implica que Ele seja o Ser absoluto, eterno, não causado, independente de tudo e de todos. Enquanto tudo o que existe no universo depende de algo para existir, Deus é Aquele que existe por Si mesmo. Na Bíblia, quando Deus Se revela a Moisés, diz: â€