E chegamos mais uma vez ao Natal…

Apesar da crise que se vive em Portugal, nota-se nas estradas que as romarias aos centros comerciais começaram e que estes se encontram mais movimentados. O consumo apesar de moderado parece estar a aumentar. Compram-se os presentes, este ano apenas para os familiares mais chegados, principalmente para os miúdos. Contam-se os Euros, recorre-se ao cartão de crédito. Não convém esquecer o primo e a tia, pois de certeza que nos vão oferecer uma prenda e seria de mau tom não ter nada para lhes oferecer de volta.

Foi nisto que se tornou o Natal??Natal_enfeites

Na cabeça de muita gente o Natal passou a ser uma época de troca de prendas, de cortesias mútuas, de tréguas temporárias e de baixar de armas. De contribuições para instituições de solidariedade social que nos estendem os sacos às portas dos hipermercados, como uma espécie de massagem ao sentimento de nada fazermos quanto aos que tem menos do que nós.

Mas não, o Natal não é isto. O Natal é muito mais, e no entanto, nesta cegueira de boas acções semi-forçadas, o Homem não vê o verdadeiro significado do Natal.

Cortinas de fumo.

Há bem pouco tempo, o líder da religião Católica lançou aquilo a que já chamaram de “uma acha na fogueira”, ao declarar que a vaca e o burro não deveriam fazer parte do presépio. Ratzinger tem razão quando afirma que a Bíblia não menciona os animais à volta da manjedoura onde Jesus foi posto. Mas apesar da sua razão, logo se levantaram vozes contraditórias, como a do cardeal Catalão Lluís Martínez Sistach que insiste que se devem colocar os animais no presépio, e recorda que o presépio montado na própria praça de S. Pedro inclui os tais animais. Insistindo no erro, o cardeal vai mais longe e adiciona ao presépio outro elemento que vai contra a descrição Bíblica do nascimento de Jesus: a neve.

Mas isto mais não é do que uma espécie de cortina de fumo, ou nevoeiro, que adensa ainda mais a visão do Natal e do seu verdadeiro significado.

A origem do Natal.

Se o quisermos realmente compreender, teremos inevitavelmente que virar a nossa atenção para o primeiro Natal e para as circunstâncias envolventes. Para fazermos uma investigação séria, devemos ir à origem, e sem nos deixarmos influenciar pelos costumes e tradições, ler o relato do capítulo dois do Evangelho de Lucas.

No prefácio do Evangelho, Lucas diz que se informou “minuciosamente” dos factos para os poder escrever em livro, através dos relatos de quem os viveu e testemunhou.

Curiosamente Lucas não parece dar demasiada importância à descrição do “presépio”. Efectivamente não fala em animais à volta da manjedoura, e até menciona que os pastores estavam com os seus rebanhos no campo durante a noite, o que nos indica claramente que não era inverno, e portanto não haveria neve.

Quais são afinal as personagens do Natal?

Assim, temos no “presépio” original apenas 3 pessoas: José, Maria e Jesus. E isto foi comprovado pelos pastores que os foram lá visitar seguindo as instruções de anjos.

Mas então o que significa o Natal?

O personagem principal do Natal é Jesus. Não são os animais, nem é José nem é Maria. É Jesus. E isto parece incomodar muita gente, pelo que surgem as mais diversas teorias e distracções que tentam desviar a nossa atenção do menino que nos nasceu.

Jesus nasceu com um só propósito: ser o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele veio para morrer em nosso lugar, para sofrer as consequências do nosso pecado e do nosso afastamento de Deus. O castigo que nós merecíamos caiu sobre ele, para que agora, quem se entregar nas Suas mãos possa entrar no Céu. Ele que era Justo e nunca pecou, recebeu a nossa culpa, para que nós agora pudéssemos receber a Sua justiça.

Assim mesmo, sem termos que pagar nada, sem termos que sofrer ou fazer kilómetros de joelhos. Sem merecermos – por isso é que a Bíblia diz que a Salvação é pela graça. Pela graça de Deus, não é algo que se possa ganhar ou merecer, não tem nada a ver com as nossas boas acções ou com o quão boas pessoas nós somos. Trata-se de um presente, um dom gratuito, que é oferecido a todos por igual, mas que nem todos querem receber. Alguns preocupam-se em tentar merecer orgulhosamente a salvação, ignorando a mão estendida de Deus e o Menino na manjedoura. Preocupam-se com a vaca e com o burro, olham para José e para Maria, mas não olham para o Menino. Oram a Maria e a José, mas não oram a Deus. E no entanto Jesus disse que ninguém chegaria até ao Pai se não entrasse através Dele (Jesus). E que a oração deveria ser ser endereçada ao Pai, e a ninguém mais.

Então e agora?

Tome a resolução de olhar para o Menino. Ignore os animais, e imite o estilo de vida de José e Maria. E aprenda mais sobre este Jesus – comece a ler o Novo Testamento, e em seguida leia também o Velho Testamento. E durante este processo irá descobrir um estreito caminho para a sua vida que se calhar até hoje lhe estava escondido, mas que o conduzirá à Vida Eterna.

E se assim o desejar, irá entregar a sua vida a este Jesus maravilhoso que está à vista de todos, muito bem descrito na Bíblia, mas que poucos encontram. Fale com Ele, pois ele escuta e responde à oração. Fale-lhe do que lhe vai no coração, como faria com o seu pai ou a sua mãe. Em seguida, e quase sem se dar conta, passará a viver a Vida Cristã, colocando Deus em primeiro lugar, e ajudando o próximo constantemente, pois isso é o que define o Cristão.

Conclusão.

Jesus nasceu neste mundo altruisticamente, para vir pagar a nossa dívida. Ele é o personagem principal do Natal. Mesmo sem a vaca e o burro, e mesmo que José e Maria se tivessem recusado a recebê-Lo, outros estariam no lugar deles, porque o “actor principal” é Jesus.

Este Natal, entregue a sua vida a Jesus.

 

Para ler as narrativas originais clique em baixo:
Lucas 2:1-20 – http://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/2