Eu e Deus?

Ou Deus e eu?…

Grande parte da nossa vida corremos de um lado para outro por entre os dias, e nem nos apercebemos da beleza à nossa volta. Não nos apercebemos de quem está ao nosso lado, nem paramos para agradecer ou ajudar.

A maior parte dos dias vivemos olhando para nós próprios. Eu quero mais disto e daquilo. Sempre mais. uma ânsia enorme de ser o melhor, de ser o mais rápido, de ter cada dia mais. Eu e o meu dinheiro. Eu e a minha vida. Eu e a minha profissão. Eu e a minha fé. Eu e o meu Deus…

Temos uma tendência para enquadrar as coisas na nossa vida conforme nos dá mais jeito. Enquadramos Deus num espacinho pequeno, quase sempre perto do último lugar. Como um talismã, para dar sorte.  E depois dizemos, tentando convencer quem nos ouve e a nós próprios: “Eu cá sigo Deus à minha maneira”…

Mas segue mesmo? E o que quer dizer com “à minha maneira”?

Num relacionamento entre duas pessoas não pode existir o “à minha maneira”. Porque entre duas pessoas, tem que ser  sempre “à maneira do outro”, caso contrário, esse relacionamento estará condenado ao fracasso. O marido não pode aparecer em casa uma ou duas vezes por ano, estar com a esposa 20 minutos e dizer-lhe (ao sair pela porta fora): “eu amo-te à minha maneira”… Ela não compreenderia esse amor. Aliás, essa atitude não demonstra amor verdadeiro.

Lembra-se quando conheceu a sua cara-metade? Ele segredava-lhe coisas agradáveis ao ouvido. Ela sorria de volta e olhava-o com carinho. Ele cobria-a com presentes e fazia tudo o que podia para lhe agradar. Ela só tinha olhos para ele. Eram felizes porque passavam muito tempo juntos. Falavam um com o outro. Aproveitavam cada minuto para telefonarem, para se verem, para trocar mensagens. Estavam a conhecer-se melhor e mais intimamente um ao outro, até que um dia esse namoro passou ao estatuto de casamento.

Mas se não existir esse tempo de namoro, de comunicação e diálogo, não chegarão a conhecer-se um ao outro.

O nosso relacionamento com Deus é em tudo semelhante ao nosso relacionamento com a nossa esposa ou o nosso marido. Se só falamos com Deus uma vez ou duas por mês (ou por ano), não podemos dizer que o seguimos, ou que o conhecemos. Para conhecermos Deus temos que passar tempo com Ele.

E não o podemos seguir “à nossa maneira”. Tem que ser “à maneira dele”. Da mesma forma que não podemos viver no nosso país “à nossa maneira”, pois aqui estamos sujeitos a regras de conduta e leis. Temos que viver no nosso país “à sua maneira”, respeitando a sua Constituição.

A melhor forma de conhecer Jesus é ler o que foi escrito sobre Ele. E nessa matéria não há livro melhor do que O Livro: A Bíblia Sagrada. Se não tiver uma, poderá lê-la online. Já não há desculpa para não O conhecer.