Guerra, Fome e Catástrofes

Frequentemente se ouve quem diga duvidar da existência ou da bondade de Deus. E a maior parte das vezes o argumento é o mesmo: se Deus existe, porque é que ele não acaba com o sofrimento, com as guerras, e com as catástrofes que regularmente se abatem sobre a humanidade?…

Ouvi contar que certa vez um homem de negócios colocou esta mesma questão a um amigo Pastor que lhe falava de Jesus. Este homem tinha um pequeno império na área da higiene pessoal: tinha uma fábrica de sabonetes. Tinha aprendido na vida que para ter alguma coisa deveria apoderar-se dela, mesmo pela violência, se necessário fosse. Subira a pulso pela corda do tempo, aqui e ali pisando quem contrariasse os seus planos. Assim, não compreendia porque é que Deus não intervinha na terra para parar com as guerras, a fome,  a injustiça, e todo o rol de tristezas…

O seu interlocutor não lhe respondeu imediatamente. Continuaram a caminhar, enquanto o industrial debitava argumentos em socorro da sua teoria.

Mais à frente, um grupo de meninos brincava na terra. As sandálias não ofereciam resistência ao pó e à transpiração que lhes sujava os pés. Aliás, os miúdos estavam até bastante sujos…

Então o Pastor exclamou, num tom que deixou o outro estarrecido e de boca aberta: “O seu sabonete é imprestável, uma perfeita aldrabice!”

O homem de negócios corou, sem palavras perante a ousadia de tal difamação! Como podia alguém atrever-se a dizer mal de um sabonete tão eficaz, ganhador de tantos prémios, e utilizado por tanta gente, de todos os extractos sociais?! Um sabonete e uma marca tão bem conhecidos no país, e mesmo no estrangeiro?!…

Engasgado pela estupefacção, lá foi juntando forças e sílabas para gaguejar a resposta: “O meu sabonete é uma das maiores marcas internacionais! Elimina quase cem por cento das bactérias, e é perfumadíssimo. O preferido por estrelas de cinema, cirurgiões, e donas de casa. Ganhador de dezenas de prestigiados prémios! Como se atreve a dizer que não presta?!…”

O Pastor olhou-o nos olhos por uns instantes, reconhecendo o sentimento de injustiça que lhe atravessava a alma. Então virou-se para os miúdos e com um aceno de cabeça respondeu: “Veja como estão estes miúdos! Todos sujos, com o suor a escorrer-lhes pela cara e a pintar-lhes os pés. O pó negro não engana. Se o seu sabonete fosse assim tão bom como você apregoa, eles estariam limpinhos e perfumados!”

Sem conseguir ainda pensar direito, o industrial responde: “Ora, deve estar a brincar! Eles estão assim sujos porque não usam o meu sabonete! Se usassem o meu sabonete ficariam limpinhos, sem traço de sujidade nem mau cheiro!…”

Ao dizer isto percebeu… A Humanidade não convida Deus para o seu dia-a-dia. O ser humano vive a vida sem pedir opinião a Deus. Os governos do mundo não pedem opinião a Deus quando decidem os destinos das nações, antes pelo contrário, parecem ter prazer em afastar qualquer hipótese de Deus interferir. A Humanidade vive de costas voltadas para Deus, censurando aqueles que se voltam para Ele.

Quantos emails com anedotas você recebe e reencaminha por dia? E quantos emails com mensagens acerca de Deus você recebe e reencaminha por ano? Pense nisto!…

E você? Nas suas decisões de vida, costuma pedir opinião e direcção a Deus? Depois, ao bater com a cabeça na parede, não diga que Ele deveria ter feito um milagre para o impedir de dar mais um passo na direcção errada.